
Dermatologia Preventiva na Infância

23 Erros que Prejudicam a Saúde

O lábio leporino (cientificamente fissura labiopalatal) é uma abertura na região do lábio ou palato, ocasionada pelo não fechamento dessas estruturas, que ocorre entre a quarta e a décima semana de gestação.
As fissuras podem ser: unilaterais (atingem somente um lado do lábio) ou bilaterais (fendas dos dois lados do lábio), completas (quando atingem o lábio e o palato), ou incompletas (quando atingem parcialmente uma dessas estruturas).
5 anos após a cirurgia
As fissuras labiopalatais também podem se associar a outras más-formações sejam elas de face ou de outras regiões do corpo.
No Brasil, estima-se que a cada 950 nascimentos, uma criança nasce com fissura labiopalatal. A única forma de corrigi-la é através de cirurgia.
Existem vários fatores que tem sido implicados no seu aparecimento, tais como o uso de álcool ou cigarros, a ingestão de medicamentos, como anticonvulsivantes ou corticóide durante o primeiro trimestre gestacional, deficiências nutricionais, infecções, além da hereditariedade Atualmente, graças ao aperfeiçoamento do ultrassom, o lábio leporino pode ser diagnosticado antes mesmo do parto.
Isso permite que, logo após o nascimento, a cirurgia corretiva seja realizada.
A primeira cirurgia de lábio é realizada normalmente de três a seis meses de idade, quando a criança já deve ter 5 kg.
Já a cirurgia de palato duro é realizada apenas aos doze meses de idade.
Para uma boa alimentação e a criança não refluir alimento pelo nariz até a cirurgia, são desenvolvidas técnicas de amamentação sendo a persistência da mãe fator fundamental para seu sucesso. Se mesmo assim a mãe não consegue
amamentar, ela é orientada a fazer a ordenha e dar o leite materno na mamadeira, pois a preocupação é que mamando mal o bebê terá pouco ganho de peso. Alguns autores advogam o uso de placas palatinas pré-moldadas, de fácil manejo para ajudar na amamentação.
Uma equipe multidisciplinar deve estar envolvida nessa reabilitação, como médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, nutricionistas, odontólogos, psicólogos, farmacêuticos e assistente social. A troca de informações entre os profissionais é fundamental para o tratamento da criança, pois um fator interfere diretamente no outro, no que diz respeito aos dentes, à fala, à face, às funções alimentares e ao desenvolvimento psicossocial.
Os pais que descobrirem seu filho com fissura labiopalatal devem procurar todos os tipos de orientações para possibilitarem a total reabilitação. É indicado que os pais permaneçam tranqüilos, pois a rejeição, negação e sentimento de culpa podem ser considerados normais no primeiro momento, mas com ajuda profissional, tanto os pais quanto o bebê poderão ter uma vida saudável e feliz.
Existem diversos centros no Brasil com especialistas qualificados e competentes no atendimento de pacientes com fissuras labiopalatais pelo SUS.
O dr. Eduardo Missias, cirurgião plástico de Joinville, membro do Núcleo de Gestores da Saúde da Acij, realiza cirurgias de correção de fissura Lábio Palatal em crianças carentes há 14 anos na cidade de Teixeira de Freitas, sul da Bahia.
Ele está presente nesta localidade a cada 4 meses. Em média se realiza de 5 a 8 cirurgias em cada período. As crianças são acompanhadas por uma equipe multidisciplinar e são cuidadas por 15 dias após a cirurgia, em uma casa de apoio mantida pela prefeitura local.
Todos os profissionais envolvidos são voluntários e realizam os seus cuidados pelo prazer de ajudar aos que necessitam de tratamento. Todos os materiais são custeados pelo Hospital Regional Municipal. No entanto, num período inicial de 6 anos, os instrumentos cirúrgicos eram levados pelo próprio cirurgião.
É um trabalho que se iniciou com muita determinação e hoje já são mais de 350 pacientes atendidos. E recentemente, este trabalho foi motivo de uma monografia de conclusão de curso da Faculdade de Enfermagem local. O que deixou todos muito satisfeitos pelo trabalho realizado.
Temos em Joinville um centro de excelência no tratamento de fissurados Lábio palatais, o Centrinho, do qual o dr. Eduardo também se tornou um cirurgião voluntário. Contribuindo com a equipe e realizando procedimentos cirúrgicos.
É um trabalho modesto, mas com certeza, grande pelo seu propósito, que é contribuir socialmente com aqueles que muito precisam de atendimento cirúrgico.
Dr. Eduardo Missias Martins de Oliveira
Cirurgia Plástica
CRM-SC: 9454


